CERO

Reabilitação Oral Pós-Cancro

Cancro – Um inimigo comum, implacável e cada vez mais presente na população mundial

A Medicina Dentária quando é evoluída, previsível e segura tem a obrigatoriedade e o dever moral de sair das trincheiras do conformismo e avançar para o campo de batalha, onde o desafio é diário e permanente. Cabe-nos enquanto profissionais qualificados e a trabalhar numa área tão especifica como a Reabilitação Oral, encontrarmos soluções que nem sempre são possíveis a um primeiro olhar, a uma primeira consulta, nos primeiros exames, o que os anglo-saxónicos denominam pela arte de:

– “to think out of the box…”

O que numa rápida e directa tradução nos leva a:

– “pensar fora da caixa…”.

Pensar fora da caixa, não é mais do que conseguirmos soluções pouco ortodoxas, ou pelo menos não tão evidentes ou prováveis, mas que, especialmente no contexto da Medicina, têm de ser soluções testadas, seguras e eticamente correctas.

Não inventámos nada, não criámos nada, não fomos pioneiros em absolutamente nada. Não há segredos. Apenas vontade de sermos competentes e fazermos a diferença.

O que existe nesta Equipa e no qual temos muito orgulho é na nossa dedicação em exclusivo a este projecto, vivemos do CERO e para o Cero. O que existe nesta Equipa, é um conjunto de profissionais de saúde e não só, que se foca em cada paciente e faz desse plano de tratamento um trabalho autêntico, único, cuidado e do qual nós temos orgulho em mostrar.

O que nos cabe a nós como Equipa é reunir todo o nosso conhecimento e experiência acumulados ao longo dos anos, estarmos na “crista da onda” do melhor que se faz hoje em dia por esse Mundo fora, possuir instalações e equipamentos de vanguarda, e com todas estas valências juntas podermos almejar um produto final que agrade em primeiro lugar ao paciente e como claro está, a toda a nossa Equipa.

Epidimiologia do Cancro

No caso do Cancro, estudos recentes demonstram-nos que 1 em cada 4 pessoas desenvolverá cancro durante a sua vida e dessas, e 1 em cada 3 morrerá da doença. Por muito frios e violentos que possam ser estes números, ainda se torna tudo muito mais triste e violento, se nos lembrarmos que a cada número corresponde uma pessoa, um paciente que é pai de alguém, filho de alguém, marido e amigo de alguém.

O povo, que regra geral é sábio, costuma dizer: “que é daquelas coisas que quando não se morre da doença, morre-se da cura…”

O que aqui se aplica em parte, uma vez que os tratamentos de cancro, normalmente são violentos, deformadores, especialmente na área Maxilofacial e em termos globais do organismo, tanto a Radioterapia, como a Quimioterapia deixam sequelas e condicionantes que podem ir cerca de 6 meses a vários anos após os ciclos de tratamento.

Os pacientes vivem mais tempo, têm maior numero de doenças

Cada vez mais os nossos pacientes são poli-medicamentados, com múltiplas patologias, umas crónicas, outras com quadro clinico agudo, umas controladas outras nem tanto e não nos chega olhar para o lado e fazer de conta que não estamos perante uma situação complicada, para muitas vezes como se vê por aí, prosseguir com tratamentos invasivos em pacientes para os quais o dito tratamento não seria a primeira escolha, a mais segura, a mais ética, a mais necessária.

O que quero dizer com isto, não é mais do que, para cada paciente existe um plano de tratamento específico, rigoroso, com preocupação clínica e cirúrgica e não podemos advogar o mesmo tratamento para todos os pacientes de forma irresponsável, facilitadora e ignorante.

Guidelines actuais

Entre colegas costumamos trocar ideias, casos clínicos, pareceres, preocupações, opiniões e algo que costumamos comentar, é o facto de que quanto mais estudamos, quanto mais sabemos, mais cuidadosos e preocupados somos com as complicações possíveis, comuns e raras e não estamos em condições de arriscar minimamente nem as nossas cédulas profissionais, nem muito menos e mais importantes, o bem mais precioso de cada paciente, a sua Saúde e Qualidade de vida.

A tendência contemporânea da Medicina é classificar a Saúde como algo mais complexo do que a simples ausência de dor ou doença, mas sim como um estado em que existe o bem-estar físico, psicológico e onde a Qualidade de vida do paciente apresenta melhorias com determinado tratamento. (adaptação livre da definição da Organização Mundial de Saúde – O.M.S.)

O tema da minha Tese e do meu projecto de Investigação na Universidade de Londres, em termos gerais, teve como campo de investigação, o desenvolvimento de instrumentos para aferir acerca da Qualidade de Vida dos nossos pacientes, antes e depois das cirurgias e após o término dos tratamentos.

Com isto, recolhemos dados preciosos sobre o impacto dos tratamentos nas atividades diárias dos nossos pacientes, e na forma como os mesmos se relacionam com familiares, amigos e colegas de trabalho, se for o caso.

Futuro, o que nos reserva

Vivemos numa incessante busca pelo conhecimento científico, pela melhoria das técnicas, para que a cada paciente possamos dar em determinado momento específico da sua vida e com as condicionantes que se deparam perante a nossa Equipa Clínica, o melhor tratamento possível para podermos aumentar a Qualidade de Vida dos nossos pacientes.

Existem casos, porém, em que o tratamento naquele momento não é possível e que a melhor decisão terapêutica passa por não fazer o tratamento, adiando, esperando por condições fisiopatológicas e psicológicas mais favoráveis.

A comunicação, entre colegas, entre diferentes especialidades, entre diferentes Centros de Tratamento é essencial para a segurança clínica dos pacientes, trocando pareceres médicos, consultando todo o processo clínico, enviando exames, requisitando análises e exames adicionais que possam ser uteis e necessários para definir quadros clínicos e realizar planos de tratamento adequados.

Recentemente publicamos um caso de uma das nossas pacientes que tem lutado contra este grande inimigo que nos mete tanto medo como é o cancro. Depois de consultarmos o processo clinico, de falar com a Equipa de Oncologia que segue a paciente e que justiça seja feita, se disponibilizou de forma fenomenal para nos ceder toda a informação clinica pedida pela nossa Clinica e que conosco, em decisão e responsabilidades partilhadas nos ajudaram a ajudar a paciente e encontrar a solução possível, neste momento especifico dentro de parâmetros de rigor médico, segurança clinica e excelência.

Caso queira ver o caso de forma detalhada desta nossa paciente, clique no seguinte link: https://www.facebook.com/tiagoribeirocero/posts/2244081839161773?__tn__=K-R

Forma de estar consciente e responsável na profissão médica

Temos de ser sempre cautelosos com as criticas aos trabalhos dos outros colegas, uma vez que estamos numa área médica em que por diversas vezes, os nossos colegas trabalham em condições desfavoráveis e com condicionantes clinicas, com as quais se trabalha em direção a uma solução de compromisso para realizar o tratamento melhor possível para aumentar, para restabelecer a Qualidade de Vida dos nossos pacientes.

Termino a agradecer a vossa atenção e disponibilidade para lerem este meu texto, mas ainda mais importante, termino a agradecer o exemplo de coragem, de garra e de amor à vida que os pacientes com cancro nos brindam, mostrando à humanidade que por diversas vezes damos importância a situações que não padecem sequer da nossa perda de tempo.

Até breve e não se esqueçam de serem felizes. Apesar de tudo, sorrir não dói…

Se for o caso, se o facto de sorrir lhe provoca dor, náusea, ou desequilíbrio, consulte o seu médico dentista.

Até uma próxima oportunidade!

Dr. Luis Pinheiro

Dr. Luis Pinheiro

- Luis Pinheiro, médico Dentista com prática exclusiva em Cirurgia Oral e Implantologia
- Mestre em Cirurgia Oral e Maxilofacial no Eastman Dental Institute da University College of London
- Responsável pelo Departamento de Cirurgia Oral e Implantologia do C.E.R.O.
- Consultor Científico Internacional da S.I.N. – Sistema de Implantes Dentários

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A equipa da CERO, vocacionada para a Medicina Dentária Estética, orgulha-se em oferecer o melhor a cada paciente…

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