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FACETAS OU COROAS, QUAL A MELHOR SOLUÇÃO PARA SI?

Nos dias de hoje, chegam cada vez mais pacientes ao nosso consultório que nos questionam sobre o porquê de fazermos uma cerâmica de recobrimento total (a vulgarmente chamada de coroa) ou uma cerâmica de recobrimento parcial (a vulgarmente chamada faceta ou lente de contacto dentária).

A questão que se coloca:

Qual das opções é a melhor?

Em resposta à questão acima colocada não podemos afirmar que uma opção é melhor ou pior que a outra, pois ambas têm indicações especificas e quando aplicadas de forma correta obtém-se um resultado estético extraordinário e uma grande durabilidade.

As facetas cerâmicas estão indicadas em dentes relativamente íntegros, que se encontram com alterações de cor, ligeiramente mal posicionados, que apresentam espaços entre os dentes (os chamados diastemas), com manchas, que apresentam fissuras, cáries pequenas ou moderadas, formatos atípicos.

Como fazer a escolha entre um tratamento com faceta ou com coroa?

Para fazer essa escolha necessitamos de avaliar algumas características clínicas importantes tais como:

– Superfícies linguais dos dentes intactas – se as superfícies linguais forem em dentina ou estiverem cariadas, as facetas cerâmicas não têm indicação e nestes casos devemos optar por coroas. Devemos ter superfícies linguais intactas para podermos optar por facetas.

– Oclusão – pacientes que têm bruxismo e grandes desgastes dentários não têm indicação para fazer facetas e nestes casos devemos sempre optar por coroas.

– Alta actividade de cárie – a presença de cáries com dimensão significativa ou activas indicam a colocação de coroas em prevalência das cerâmicas. Em pacientes com elevada prevalência de cárie a colocação das margens das coroas cerâmicas ligeiramente subgengival permitem uma maior resistência à cárie do que comparativamente com as margens supragenvivais. As facetas cerâmicas são indicadas quando a actividade cariogénica é pequena.

– Necessidade de alterações oclusais – em casos em que é necessária uma alteração da dimensão vertical da oclusão, ou em que necessitamos de alterações oclusais significativas, as coroas geralmente oferecem um tratamento mais adequado do que as facetas. Para optamos por facetas os pacientes necessitam de ter uma oclusão correcta e estável.

– Falta de esmalte nas superfícies dentárias – quando os dentes apresentam falhas de esmalte nas superfícies dentárias devemos optar por coroas. Pois as facetas para terem uma colagem efectiva tem de ter uma superfície com mais 50% da presença de esmalte.

– Quando a superfície dentária é mais de 50% de dentina, as coroas são a melhor opção de tratamento. Os incisivos centrais e laterais inferiores geralmente têm pouco esmalte, tornando questionável a colagem a longo prazo das facetas.

– Dentes que requerem uma grande alteração de posicionamento – dentes que estão rodados por norma possuem uma relação oclusal incorrecta. O contacto oclusal e a estabilidade são idealmente atingidos com coroas.

– Necessidade de tratamento ortodôntico – numa primeira análise devemos analisar a necessidade de um tratamento ortodôntico. Nos casos em que existe uma clara evidência e necessidade de tratamento ortodônticos este tratamento deve prevalecer em detrimento das facetas.

– O parâmetro cor pode influenciar a escolha de facetas ou coroas – no caso de termos dentes adjacentes em coroas ou em facetas pode definir a decisão no qual o tipo a usar. Nos casos clínicos em que as exigências estéticas são altas, vamos conseguir um resultado de excelência se optarmos por coroas pois fazemos um desgaste mais radical a cor do dente (coto dentário) que está por baixo da coroa não irá influenciar a cor da mesma.

– Tratando um dente ou múltiplos – qualquer dentista já viveu a experiência da dificuldade de combinar a cor de um dente em relação aos dentes adjacentes. As coroas bloqueiam a cor do coto de dente, enquanto com algumas exceções, a cor das facetas é influenciada pela cor do coto de dente. A cor final de uma faceta está relacionada com a estrutura remanescente do dente, o cimento utilizado e a cor da cerâmica. Esta combinação de três cores torna muito difícil mimetizar a cor dos dentes adjacentes.

– Dificuldade de cimentar facetas versus coroas – A maioria dos clínicos concorda que o procedimento para colocação de uma faceta é mais difícil do que o procedimento da coroa. A preparação dos dentes para facetas é geralmente muito simples, mas cimentá-las exige atenção meticulosa para o bom posicionamento e cor, bem como evitar partir as facetas durante a cimentação. Esta diferença de dificuldade levou a alguns dentistas a cobrar taxas mais elevadas para facetas do que para as coroas. Com experiência e repetição, a colocação de facetas torna-se relativamente fácil e previsível, e os resultados podem ser excelentes.

– Tipo de material a utilizar – Actualmente o disilicato de lítio é o material mais popular nas facetas cerâmicas. Do ponto de vista clínico, os dois parâmetros mais relevantes no momento de selecionar um sistema cerâmico são a estética, já que boa parte das nossas restaurações cerâmicas são colocados no sector anterior, e, em segundo lugar, a resistência mecânica, já que devem ser capazes de suportar as cargas oclusais funcionais e parafuncionais, sobretudo no sector posterior. Ambos os parâmetros estão intimamente interligados devido a que, para que possam ter um bom comportamento mecânico as cerâmicas precisam aumentar a proporção de cristais na sua composição, mas, em contrapartida, esse maior teor em cristais implica uma perda das propriedades ópticas da porcelana ficando mais opaca. A importância de uma elevada resistência à flexão reside no facto de a porcelana feldespática não suportar a mínima flexão. É por isso que é uma propriedade importante principalmente quando se tratar de coroas posteriores e de pontes.
Tendo em conta a resistência mecânica podemos classificar as cerâmicas atuais em três grupos: cerâmicas de baixa resistência (Cerâmicas Feldespática, e. Max Esthetic), cerâmicas de moderada resistência (dissilicato de lítio, e. Max Press / CAD) e cerâmicas de alta resistência (óxido de zircónio).

No entanto, uma pesquisa recente realizada por Clinicians Report Foundation mostra que o uso de cerâmica feldspática e cerâmica reforçada com leucite (por exemplo, IPS Empress) ainda são populares, no entanto, Zircónia causou uma revolução na profissão, e coroas feitas de zircónia de contorno completo são mais populares do que facetas. Como as características estéticas de zircónio continuam a melhorar, não havendo dúvidas de que cerâmicas de zircónio vão conseguir conquistar cada vez mais o mercado.

As facetas cerâmicas, quando indicadas e devidamente realizados, têm, tecnicamente, aparência estética de excelência durante muitos e bons anos. O que não é o caso com muitas coroas metalo-cerâmicas, que muitas vezes mostram exposição da margem gengival e enegrecimento da margem de gengiva devido a libertação dos óxidos do metal.

As facetas cerâmicas são restaurações fantásticas para alguns pacientes. As coroas cerâmicas puras (sem metal) também são restaurações altamente bem-sucedidas.

Tomar a decisão sobre o que é melhor para pacientes específicos requer consideração das inúmeras características clínicas discutidas neste artigo. Os materiais e técnicas disponíveis hoje para qualquer tipo de restauração são os melhores da história da medicina dentária estética.

A equipa CERO deseja uma ótima semana a todos os nossos leitores.

Dr. Tiago Ribeiro

Dr. Tiago Ribeiro

Graduated in Dental Medicine in 2007 at the I.S.C.S.E.M. – Monte de Caparica – Portugal

Registered in the O.M.D. – Portugal (the Portuguese correspondent with the British General Dental Council) since August 2007

Private Practice in Oral and Aesthetic Complex Rehabilitation (Implants and Teeth)

Clinical Director of the Center for Aesthetics and Oral Rehabilitation of Lisbon – C.E.R.O. – Almada

Responsible for the Department of Oral Rehabilitation of the Center for Aesthetics and Oral Rehabilitation, Lisbon and Almada

Plastic –Esthetic Periodontal and Implant Surgery – University Complutense Madrid

Orthodontic and dental-facial Orthopedics – International Institute of Medical & Dental Science

Guest monitor of Biophysic in Dentistry Course in ISCS – Egas Moniz in years 2005/2006 and 2006/2007.

Advanced course in Botulinum Toxin (Botox) and Hyaluronic acid injections – Med – Estetic Madrid

Clinical Review in Occlusion Assessment

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